É só clicar e ler...

Clique no botão abaixo
para fazer uma busca completa.

 Ficção
 Não Ficção
 Informática
 Administração
 Esotéricos/Auto-Ajuda
 Infanto-Juvenis
 Demais Livros
 Suplementos Alimentares
 Shopping 200 mil produtos






É só Clicar e Ler...

O Caçador de Pipas
O Segredo de Brokeback Mountain
Heróis de Verdade
Chegou a vez de Freud
A arte de ser FHC
Favela muito chique




Ofertas - Livros Usados!











Melodrama Afegão
Publicado nos Estados Unidos em 2003 por Khaled Hosseini , médico afegão residente na Califórnia, o romance O caçador de pipas tornou-se um imediato sucesso editorial, tendo vendido alegados 2 milhões de exemplares apenas nas terras do Tio Sam. Desde a primeira edição, já foi publicado em 29 países. O Brasil juntou-se à lista no fim do ano passado, com o lançamento da edição em português pela Nova Fronteira, dando ao leitor brasileiro a oportunidade de verificar o que neste romance atraiu tanta atenção.

Antes de seguir adiante, uma palavrinha sobre o Afeganistão, terra natal do escritor e cenário de boa parte da narrativa. A população do país é composta por uma série de ramificações étnicas, das quais a predominante é a dos Patanes, ou Pashtuns - a etnia da elite dominante, dos talibãs e da antiga família real. Há também uzbeques, tajiques, turcomanos e a etnia minoritária e discriminada dos hazaras, vítimas de um massacre étnico durante o governo do Talibã.

Nessa colcha demográfica, é possível compreender o primeiro ponto dramático da história contada por Hosseini . O caçador de pipas é narrado em primeira pessoa por Amir, garoto pashtun órfão de mãe, filho de um audacioso e rico comerciante e que passa a infância, nos anos 70, na mansão de seu pai, em Cabul. Em um casebre nos fundos da mesma casa, vive outro menino, também sem mãe - Hassan, um garoto hazara, filho do empregado Ali.

Embora Amir e Hassan brinquem juntos como melhores amigos, quando o filho do dono da casa acorda, Hassan já está em pé há tempos para servir-lhe o café e passar sua roupa. Enquanto Amir vai à escola, Hassan trabalha e não sabe ler. Mesmo assim, é o leal Hassan quem, com fidelidade quase canina, defende seu companheiro de infância contra as crueldades dos garotos da vizinhança, com uma coragem que o ambíguo Amir mais inveja do que admira. Mas Amir e Hassan são também uma ótima dupla quando se trata de empinar pipas, uma tradição afegã.

No inverno de 1975, depois de um torneio de pipas no qual Amir saboreia seu maior triunfo, será a vez dele defender o amigo Hassan de uma brutalidade praticada por Assef, um cruel garoto da vizinhança (e mais não se diz por se tratar de relevante detalhe da trama). Mas Amir prefere fingir que não vê o amigo em apuros e silenciar para ocultar sua covardia. O remorso pela falta de coragem vai envenenar de tal forma o relacionamento de ambos que Amir vai tramar a demissão do empregado e de seu filho. Só muitos anos depois, já casado e exilado nos Estados Unidos, Amir vai ter a oportunidade de buscar a redenção para sua covardia.

A maneira como Hosseini delineia o caráter ambíguo, ciumento e amedrontado de Amir em comparação com o bravo e servil Hassan quando ambos são crianças garante ao livro alguns de seus melhores momentos. Hassan, rebaixado a uma condição inferior por causa de sua etnia, não guarda rancor do status privilegiado de seu amo e amigo, e o defende em mais de uma ocasião. Já Amir, ressentido por Hassan ter muitas das qualidades que ele gostaria de possuir para ganhar a afeição do pai, muitas vezes humilha intelectualmente o amigo - explicando erradamente o significado de palavras difíceis, por exemplo. Também são preciosas as descrições dos costumes e tradições afegãos e as sutis pinceladas que ambientam a complexa situação política do país ao longo das quase três décadas de história (nesse ponto, contudo, é curioso notar que a tradução de Maria Helena Rouanet, feita do original inglês, opta por transliterar algumas palavras do árabe e do farsi que Hosseini espalha pelo livro, usando a pronúncia da língua inglesa, caso de noor em vez de nur, por exemplo, para a palavra 'luz').

O livro é dividido em três atos bem delineados, todos eles mesclando a história de Amir com a do próprio Afeganistão. O primeiro trata da infância comum de Amir e Hassan. O segundo, narra a fuga de Amir com seu pai para os Estados Unidos depois que os russos invadem o país, em 1979. E o terceiro flagra o retorno de Amir a seu país, agora governado pela mão de ferro radical do Talibã. É nesse terço final do livro que a narrativa se acelera - e os problemas se avolumam. Hosseini reserva para o fim uma série de reviravoltas e coincidências que tornam a narrativa célere e mudam os rumos da busca de Amir por redenção. O problema é que esses giros da trama, demarcados páginas ou capítulos antes por sinais nada sutis, são previsíveis, quase clichês, o que dá ao romance um tom melodramático e inverossímil parecido com o das exageradas produções de Lollywood, a indústria do cinema paquistanês, que Amir e Hassan assistem em sua infância.

Clique aqui para mais informações

Fonte: Jornal Zero Hora

Lacio Livros onLine
Um produto: Nasko Systems
Mapa do site

Todas as transações online efetuadas através de Lacio Livros onLine são de responsabilidade integral do lojista envolvido nesta relação. Lacio Livros onLine atua nestas relações apenas como veículo de exposição das lojas virtuais. O uso do site de Lacio Livros onLine implica a aceitação de todos os termos, avisos e condições desse. Lacio Livros onLine é um produto de caráter editorial e em caso de disparidade entre as informações acima e as da loja, prevalecerão sempre as informações encontradas nos sites oficiais das lojas virtuais.
pedágio